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Home Archive for julho 2016
"As prisões representam perda de liberdade, literalmente e simbolicamente. (...) Tire tudo o que faz deles, eles. Você vai ver, nós estamos tentando entender como uma instituição afeta o comportamento individual."
Filme: O Experimento de Stanford (2015)


Antes de começar esse texto, quero fazer algumas observações importantes: a primeira é que, muito do que vou escrever aqui, são opiniões próprias. Claro, são opiniões embasadas em coisas que já li, que já ouvi, que já estudei, porque não sou de espalhar opiniões sem fundamento. Em segundo lugar, não acredito que seja possível escrever tudo o que penso e levantar todos os pontos a respeito de um assunto tão complexo, mas vou falar sobre o que mais me deixa aflita — há muito tempo (pretendo, assim, citar várias referências/indicações que completem o que aqui for brevemente citado). Dito isso, sigamos.

O sistema prisional é algo que me angustia há tempos. Quando eu era menor, achava que a prisão era a solução de todos os problemas e me sentia aliviada em pensar que as “pessoas más” estavam atrás das grades. Ainda bem que a gente cresce, a gente estuda, a gente encontra pessoas aqui e ali e essas pessoas deixam em nós muito do que elas são e do que elas sabem — e com isso nos transformam, juntamente com as nossas opiniões e com a nossa visão de mundo.

Até o meu segundo ano da faculdade, eu ainda via as coisas mais ou menos dessa mesma maneira — mas acredito ser impossível cursar psicologia e sair de lá do mesmo jeito que entrou (se for o seu caso, repense). No meu terceiro semestre tive aula com uma professora incrível e esse foi o marco de uma antiga Mariana para uma nova Mariana. Obviamente, eu não passei magicamente a enxergar tudo de outra forma porque isso simplesmente não acontece, mas foi como uma picadinha do questionamento. Lembro bem que foi nessa aula, com essa professora, que comecei a questionar muitas e muitas coisas e depois disso, eu não parei mais.

Como se pode imaginar, o sistema prisional foi uma dessas coisas. Muito antes disso, eu já tinha um interesse imenso pela criminalidade — inclusive, entrei na faculdade de psicologia justamente por conta desse interesse. Eu sempre quis entender o que leva uma pessoa a cometer um crime, principalmente um crime contra a vida de alguém. Quando escutamos conversas aleatórias por aí, parece tudo muito simples: “nós” somos “bons”, “eles” são “pessoas más” e é isso. Nós nunca poderíamos estar ali, pois somos “pessoas de bem”.

“Tudo se resume à uma questão de caráter”, eles dizem.

Tal discurso é o favorito dos conservadores — principalmente dos políticos. Acho que não preciso entrar em méritos de corrupção, certo? Também não preciso falar sobre a implicação de se roubar dinheiro público — “não é tirar a vida de alguém”, eles podem dizer. Não é? Tirar o dinheiro que deveria estar na saúde, por exemplo, e implica diversas mortes por falta de assistência, definitivamente, é tirar a vida de vários alguéns. Até aqui eu conto com o fato de que vocês consigam ligar os pontos do raciocínio por conta própria.

Agora, quem já visitou um presídio? Ou melhor, de forma mais realista: quem já assistiu qualquer documentário que seja sobre como funciona um presídio? (referências 1, 2, 3 e 4) Tal conhecimento veio no meu quarto semestre. Em uma matéria sobre ética, fiz uma apresentação inteira a respeito do sistema prisional e as coisas com as quais me deparei durante a pesquisa de conteúdo mudaram, definitivamente, alguma coisa dentro de mim — foi aqui que descobri, de verdade, o que eram os “Direitos Humanos”.

A situação de grande parte dos nossos presídios ultrapassa o que a palavra “absurda” pode representar. Presos são tratados como animais, como pessoas sem direitos, como verdadeiros lixos. Os presídios estão superlotados. Segundo o relatório do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), referentes a dezembro de 2014 (referência 5), a população carcerária brasileira é a quarta maior do mundo e é composta, em sua grande maioria, por jovens, negros e com baixa escolaridade. Mulheres, em presídios femininos, são obrigadas a usar miolo de pão como absorvente interno (referência 6). O crime que mais leva os indivíduos à cadeia é, segundo o relatório, o tráfico de drogas (28%), seguido de roubo (25%) e furto (13%).


Todas essas informações nos ajudam a levantar infinitos questionamentos, podendo começar por: quem são as pessoas que estão dentro das cadeias? Constantemente, juntamente com o conceito de que o mundo é dividido entre os “bons” e os “maus”, também nos é transmitida a ideia de que o mundo é um só e é visto exatamente da mesma maneira por todos nós. As leis existem, portanto devem ser cumpridas: todos sabem disso e todos devem respeitar. Mas o mundo é, na verdade, uma infinidade de visões subjetivas. O único questionamento que acredito ser necessário aqui é: você realmente espera que uma pessoa pobre, a qual o Estado não se importa com, largada a própria capacidade de sobrevivência, irá olhar para as leis da mesma forma que nós, que não passamos fome, que temos o mínimo de respeito dentro da sociedade? Realmente, uma pessoa marginalizada consegue imaginar que ela deve alguma coisa a um Estado e a uma sociedade que nada fazem por ela?

Eu acredito que a resposta seja muito clara.

Antes que alguém consiga pensar, já adianto: existem exceções, como em absolutamente tudo nessa vida. Nunca, absolutamente nunca, algo que se refira ao ser humano será contemplado com uma porcentagem de “100%”. Mas exceções, como obviamente a própria palavra diz, não são regras. E não é à toa, não é por acaso, que a maioria da população carcerária é negra e de baixa escolaridade.

Outra questão importantíssima diz respeito aos 28% relacionados ao tráfico de drogas. Nós vivemos uma luta falida contra as drogas desde que ela se iniciou e isso é extremamente claro. Já passou da hora de revermos nossas políticas proibicionistas, de pensarmos em novas políticas de drogas, pois a única coisa que essa guerra nos trouxe e segue nos trazendo é exatamente aquilo que todas as guerras trazem: mortes e perdas de todas as formas (referência 7). A guerra às drogas é — e já nasceu assim — falida. No Brasil, devemos pensar no problema do tráfico, que mata e retira direitos de milhares de pessoas por ano. Não podemos nos dar ao luxo de pensar as drogas na perspectiva do usuário. Devemos pensar no tráfico. E para acabar com o tráfico, devemos legalizar as drogas. É uma fórmula óbvia.

Acredito ser importante explicar aqui que o sistema penitenciário é falido como um todo. Explico: não há impunidade, há punição seletiva – prendemos, mas não prendemos todos, prendemos alguns (os que são, claramente, maioria nas cadeias); não temos o menor intuito de ressocialização – o que nós queremos é vingança. E esse ponto é extremamente relevante. O sistema de justiça criminal, como se mostra, é apenas mais uma ferramenta que serve puramente ao capitalismo, como mais uma das molas propulsoras: é preciso identificar um inimigo e excluir do convívio social aquele que não serve às demandas do sistema.

O que pretendemos com a prisão? Nós queremos punir porque nós queremos nos vingar. Somos seres humanos e seres humanos são compostos por emoções. Sentimos raiva, ficamos indignados, com nojo, com medo. É muito difícil pedir para que as pessoas sejam racionais quando falamos sobre crimes. “E se fosse você? Sua família? Queria ver! Tá com pena leva pra casa”, eles dizem. Todas essas situações citadas remetem exatamente ao excesso de emoções, a momentos que tiram a nossa racionalidade. Respondo: se fosse comigo, se eu fosse estuprada, por exemplo, eu com certeza iria querer a morte do estuprador.

Mas quem faz as leis, quem as aplica, quem desenvolve políticas públicas, o Estado, todas as essas pessoas elas não podem agir de acordo com suas emoções. Não podemos pensar em atitudes e medidas eficazes se pensarmos através de nossas emoções.

A prisão não é eficaz. Ponto final. Se fosse, nosso país teria um índice extremamente baixo de criminalidade, visto que somos o país com a quarta maior população carcerária do mundo. Quando apontamos para o presídio como solução, quando exigimos maiores penas para uma pessoa, nós não estamos pensando racionalmente nas consequências e no “depois”. E quando o sujeito voltar para a sociedade? Porque a pena dele vai acabar, em algum momento. E ele voltará para uma sociedade que o excluí, de novo, de novo, de novo. Voltará para essa sociedade depois de ter passado anos dentro de um local que destruiu sua subjetividade e que o maltratou infinitas vezes, de todas as formas possíveis (vejam os documentários, vejam o filme que eu citei, porque infelizmente se eu for descrever cada um deles aqui esse texto não terá fim jamais).

É urgente a destruição dessa lógica punitivista. É urgente olharmos para esse sistema completamente falho com a criticidade que ele merece. Sempre me questionam: o que você sugere, então? A longo prazo e a melhor solução possível: educação de base de qualidade, juntamente com redistribuição de renda. Porém, sabemos que esse é, ainda, infelizmente, um sonho distante – principalmente em termos de “Escola Sem Partido”. Precisamos olhar para nossas políticas públicas, para as nossas políticas sociais.

Nós não somos pessoas de bem; somos pessoas. Eles não pessoas más; são pessoas. Não sou isenta de erros – meus, da polícia ou da justiça (referência 8 e 9). Você também não é. Precisamos nos tirar dos pedestais que nos colocam como incapazes de estar no lugar do outro, um dia. E precisamos trabalhar aquilo que é conhecido como “empatia”, que permite que eu me coloque no lugar do outro, mesmo que eu não tenha estado, necessariamente, por lá.

REFERÊNCIAS/INDICAÇÕES:

Citadas no texto:
  1. Documentário: O Prisioneiro Da Grade De Ferro https://youtu.be/2Oap5lUSp6w
  2. Sistema penitenciário brasileiro (trechos de matéria da Record) https://www.youtube.com/watch?v=vbD3OaOrcp8
  3. Documentário: A Casa dos Mortos - Manicomios Judiciários https://www.youtube.com/watch?v=noZXWFxdtNI
  4. Filme: O Experimento de Stanford (2015)
  5.  http://www.justica.gov.br/noticias/populacao-carceraria-brasileira-chega-a-mais-de-622-mil-detentos
  6. Livro: Presos que Menstruam - Nana Queiroz
  7. Documentário: Quebrando o Tabu (disponível no Netflix)
  8. Documentário: Medo do 13 (disponível no Netflix)
  9. Documentário: Central Park Five (2012)


Outras:
  • "Prisões, Manicômios e Conventos" – livro de Erving Goffmann
  • Black Mirror: episódio 2x02 “White Bear”
  • "Introdução crítica à criminologia brasileira" — livro de Vera Malaguti Batista
  • "Vigiar e punir" — livro de Michel Foucault



Noite passada, a internet viveu uma histeria coletiva por conta da hashtag (que continua em primeiro lugar nos trends mundiais) #savemarinajoyce. Marina Joyce é uma youtuber britânica que, nos últimos meses, começou a apresentar comportamentos estranhos em seus vídeos. No mais recente deles, é possível observar a menina extremamente assustada, dedos que por vezes mostram onde ela deve se posicionar, machucados por seu corpo e, segundo alguns, um pedido de socorro ("help me") em forma de sussurro. Alguns dizem que Marina foi sequestrada e está sofrendo abusos por parte do namorado e que este tem drogado a menina constantemente. Os amigos de Marina afirmam que ela tem um problema com drogas e que inclusive já ofereceram ajuda, mas ela não aceitou. Há quem ache que a menina apresenta um quadro de esquizofrenia. 



A polícia foi chamada ao local e afirmou que a menina parecia estar bem, sem qualquer risco aparente. Na manhã de hoje, ela fez uma transmissão ao vivo, na qual pareceu perturbada, mas afirmou, por diversas vezes, que está bem. Houve quem respondesse: "Não, você não está bem", tendo a menina reafirmado que, sim, está bem — podemos, por um minuto, pensar no quão frustrante deve ser, independente do problema existente, ter completos desconhecidos questionando nossa sanidade e nosso bem estar? Podemos falar sobre as possíveis — e prováveis! — implicações psicológicas disso? Existem formas de ajudar alguém que está passando por algum problema. Essa, ao meu ver, não é a melhor delas.

Em resumo, é isso. Particularmente, não acho que a menina esteja bem. Creio que é possível que ela esteja mesmo com algum problema. Mas, no final do dia, isso não diz respeito a mim. E não é disso que vim falar. Na verdade, vim tocar numa ferida aberta nas veias do mundo conectado. Uma ferida bem grande e fortemente danosa: o confisco de conflitos extremamente particulares por uma massa de desconhecidos que julgam saber todos os detalhes de qualquer história a ponto de, sim, julgar e condenar qualquer boato que seja. 

Somos seres que se guiam pelas emoções, isso é fato. Em situações de medo ou tristeza, não sabemos agir racionalmente. Eu fiquei transtornada com a história toda, tive crise de pânico e dormi por um total de duas horas nesta noite. Vi muitas notícias sem qualquer embasamento: ela morreu; ela foi encontrada num rio; ela é refém do Estado Islâmico (!); ela está morta e os vídeos são antigos, etc. Vi muita gente acreditando nessas histórias. Vi gente pegando fotos aleatórias do namorado da menina, supostamente com machucados nas mãos, e afirmando cabalmente que ele é o responsável, que deve morrer e deixar a menina em paz. 

Sim, somos seres que se guiam pelas emoções. Mas precisamos conversar sobre os limites necessários em casos como esses. 

Eu não conheço o namorado de Marina Joyce. Eu não conheço Marina Joyce. Eu não sei o que se passa, só vi vídeos de uma menina que aparentemente não está em seu estado normal. Não cabe a mim dizer qualquer coisa, julgar qualquer pessoa e, principalmente: não cabe a mim afirmar nada sobre o caso. Isso fica por conta de Marina, seus amigos, seu namorado, seus familiares e, em casos extremos, aqueles que moram por perto. Só. 


Aliás, isso me lembra um outro caso que minhas companheiras feministas adoram citar: Mallu Magalhães e Marcelo Camelo. Não é raro entrar em coletivos feministas e dar de cara com mulheres afirmando, sem deixar qualquer espaço pra debate, que Marcelo é pedófilo e abusivo em seu relacionamento com Mallu. De fato, a diferença de idade é gritante. De fato, é nosso papel falar sobre diferenças de idade e possíveis consequências. Mas entre tratar no plano das ideias até julgar e condenar indivíduos sobre os quais não sabemos mais do que o que aparentemente interessa à mídia e afins existe uma enorme diferença, que reside na individualização de cada relacionamento. Estamos falando de vidas, de seres humanos. Mallu Magalhães sofre de depressão e já pediu, por diversas vezes, para que parem com a ideia de apontar o dedo para seu casamento. Ela prefere evitar acessar a internet do que ver certos comentários. Ainda assim, não basta. Para a era da informática, não importam subjetividades, não existe buraco que seja mais embaixo. Existem verdades universais para problemas individuais e fim de papo. Abusador tem mais é que morrer e nós não queremos sequer debater isso. 

Pautar decisões e opiniões em emoções não pode e não deve ser aceito como normal, nunca. Se assim fosse, logo teríamos a volta da pena de morte: "Imagina se fosse com você ou sua família!". Se fosse comigo ou minha família, eu adoraria que a pessoa morresse. Mas imagine o caos que seria instaurado caso o pensamento predominante fosse esse. 

Darei um exemplo para ilustrar o meu raciocínio: em 2014, uma mulher foi linchada até a morte no Guarujá por causa de um boato na internet, que dizia que ela era uma bruxa e sequestrava crianças para rituais. Um retrato falado de uma mulher, parecida com a moça em questão, circulou. Foi o suficiente pra população se revoltar e matar a moça da forma mais cruel possível, com ódio nos olhos e nas mãos. Depois, descobriu-se que o retrato falado atribuído a Fabiane nem sequer era da região do Guarujá, mas do Rio de Janeiro, bem longe dali. Fabiane deixou uma família que muito provavelmente jamais conseguirá voltar a viver em paz.

O que eu quero pedir, ao fim deste texto, é que busquemos ter mais calma ao lidar com vidas individuais na era da super informação. Não questiono as boas intenções por trás da histeria — eu acredito que as pessoas podem ser boas e queiram muito ajudar. Mas mesmo ajudar pode ser perigoso quando não se sabe do que se trata. 

Falando especificamente sobre relacionamentos abusivos, sim, eles existem e estão por todas as partes. Devemos falar sobre eles. Devemos discutir, conversar sobre. Mas cada relacionamento é um. A melhor forma de lidar com algo que pensamos ser abusivo é, caso sejamos próximos das pessoas em questão, sentar pra dialogar, oferecer ajuda, cara a cara. Pode nem ser o que aparenta. Pode não ser nada. E causar alarde sem embasamento pode, em determinados casos, ser o verdadeiro causador de um problema maior. 
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