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Home Archive for junho 2016
Deparei-me com a expressão olhar observador masculino pela primeira vez na pesquisa que fiz como TCC, com viés feminista. Fiquei estarrecida com a expressão, porque tive aquela sensação de “uau, sinto isso todos os dias, mas nunca soube que tinha um nome e de repente esse nome soa perfeito”. No contexto da minha pesquisa, que abordava aspectos midiáticos da representação juvenil feminina, essa expressão dava conta de explicar exatamente como se forma o tal universo feminino que fala de maquiagens, moda e como conquistar um cara. Quem determinou que isso é universo feminino? Os homens, claro!

            “O prestígio de que goza aos olhos dos homens, é dele que os recebe; eles se ajoelham diante do Outro, adoram a Deusa-Mãe. Mas, por poderosa que seja, é através de noções criadas pela consciência masculina que ela é apreendida”. É com esse belíssimo tapa que Beauvoir nos ensina um bocado sobre como é viver sob o parâmetro de outro, ser observada, julgada e regulamentada por normas e pactos sociais que versam sobre nós mas nunca foram feitos por nós. O olhar observador masculino conjuga dois vetores bastante problemáticos e opressores: incute em nós mesmas a prerrogativa de ser vista por um homem e carregar o peso de depender da aprovação dele e, além disso, abarca todas as formas de representação sob o jugo desse mesmo olhar. Escritores, jornalistas, cineastas, fotógrafos, diretores de arte, deputados, senadores, advogados, policiais, médicos...todo um sistema que produz verdades, discursos e estabelece normas de acordo com o olhar masculino.


            Relembrando a citação de Beauvoir, até mesmo os prestígios que recebemos foram concedidos por eles, visto que são os constituintes da hegemonia. Por isso é tão difícil ocupar o espaço do empoderamento. Qual lugar a mulher poderia ter no cinema, por exemplo, se atua diante de câmeras manuseadas por homens, é dirigida por um homem e contracena tendo que atender às expectativas de amor romântico estabelecida numa sociedade patriarcal? Como pensar o pornô feminino se o mundo gira em torno do falo, do gozo que só tem valor quando libera um material visível e trata a mulher como objeto passivo a serviço do prazer?

            Observando esses aspectos, nos damos conta de que o olhar observador masculino é também o que constitui os padrões de beleza e comportamento que cotidianamente nos oprimem tanto, nas menores coisas. Quando manifestamos nosso desconforto com a não depilação, quando ainda enfrentamos preconceito ao afirmar que não sonhamos em ter filhos e quando recusamos a maquiagem “adequada à ocasião” para irmos de cara limpa ou com a make que nos der na telha, é contra padrões estabelecidos por homens que estamos nos levantando. E quando eu digo isso, por favor, não nos deixemos convencer pelos argumentos de “nem todo homem”, naquele estilo “o meu namorado me chupa até quando não estou depiladinha”. Não estou falando aqui de nenhuma situação ou relacionamento individual. Estou falando de opressão estrutural.

            Se a ordem social na qual estamos inseridas foi construída por homens e se foram esses homens que nos estabeleceram como “o Outro”, é a eles que pertence o olhar dominante. Como seres sociais e políticos, nós construímos nossa visão sobre nós mesmos a partir do que nos contam e do que vivenciamos. É mais ou menos aquela história: se os pais passam anos xingando e depreciando os filhos, eles crescem acreditando que são fracassados e incapazes. Compreendem? É isso que os homens fizeram conosco.

            Não se trata simplesmente de dar as costas, de negar qualquer convívio com os homens por mais exaustivo que isso seja (e sabemos que é mesmo, migas, eu as entendo). Porque já está dentro de nós! É olhar observador masculino. Quando eu, você, nossas irmãs, primas e mães nos olhamos no espelho, enxergamos ali milhares de defeitos que foram convencionados como defeitos porque homens o chamaram assim. É importante lembrar disso, o tempo todo.

            A possibilidade de desconstrução, diária e gradual, pauta-se muito no questionamento do nosso lugar, considerando a existência desse olhar. É lembrando disso que devemos nos fortalecer e nos encorajar a ocupar os espaços e ter a ousadia de produzir nossos próprios discursos, ter o senso crítico e a sororidade de debater entre as mulheres e podermos dizer: é assim que a gente vê, é assim que a gente sente. Por isso, somos nós que vamos escrever, falar, filmar e produzir sobre nós.

            Acreditamos na luta pelo nosso olhar. Por um olhar mais inclusivo e mais justo conosco. Sigamos juntas <3 
A discussão sobre as formas de reações, as estratégias que tomamos, tanto no campo individual, como no coletivo, para proteger os nossos corpos e reafirmar nossa existência tem sido muito questionada e eu tenho muito refletido sobre a militância e a resistência, tanto LGBT quanto feminista, por serem essas as que mais me tocam subjetivamente. Graças a dissertação e ao GEPSs - Grupo de Estudos e Pesquisa , refletir sobre resistências e o cuidado de si tem sido uma constância teórica que se mescla e muito com a prática cotidiana, sobre as ações e relações diárias.

Falar que nossas estratégias segregam quem nos oprime é algo constantemente reproduzido. E cá entre nós, isso me intriga e cria paradoxos internos que são perturbadores. Mas é no incômodo que avançamos. Essa semana, em especial, o termo irônico e mitológico urbano “heterofobia” foi um desses causadores de incômodos produtivos, mas semanas atrás a reação ~violenta~ dos oprimidos também muito me inquietou. Será que ao reagirmos as estruturas de opressões estamos também oprimindo? Será que ao reafirmar nossos locais de convívio de minorias estamos segregando? Será que estamos reproduzindo o mesmo escalonamento de opressões?


Ainda que eu me questione muito sobre essas novas práticas, a frase “não confunda a reação do oprimido com a violência do opressor” é uma máxima em meu interior, ainda que eu a questione continuamente, que faz real sentido. Chego a conclusões - também inconclusivas, porque o pensar é a incerteza e o questionamento constante - de que a resistência é o oposto da reação, pois quando reagimos damos a resposta àquilo que o poder quer de nós. Contudo, quando resistimos criamos possibilidades de [r]existência de nossos corpos, por meio de forças inéditas, por meio de afirmações de existência, por meio do afeto acolhedor que é a percepção da não solidão dos nossos corpos em meio ao sofrimento. Resistir, portanto, é também criar.

Sem querer ser aqui academicista, mas trazendo a utilização da teoria para nossas práticas de vida, temos que para Foucault, a resistência é uma ação da força que se subtrai das estratégias efetuadas pelas relações de forças do campo do poder, permitindo à esta força entrar em relação com outras forças oriundas de um lado de fora do poder (FOUCAULT,1988). Forças do devir, da mudança, que apontam para o novo e engendram possibilidades de vida. Resistir é criar, para além das estratégias de poder, um tempo novo, obviamente. Mas ao resistir criamos possibilidade de vida e isso é para mim, talvez, um dos fatos mais lindos da vida.

Em suma, tenhamos em mente que ao criarmos novas possibilidades de resistências, nossos guetos de afirmação de existência, nossos campos de reconhecimento, ainda que nos corpos enlutados e massacrados, somos criadores de novas possibilidades e de novas resistências. A luta é nosso verbo mais frequente e nossa maior possibilidade de criar novos rumos!
A cada segundo, morremos pelo menos uma vez. 

Um. Dois. Cinquenta e três. Ontem, morremos mais de cinquenta vezes. Assim, num piscar de olhos, mais de cinquenta. 

A verdade é que a comunidade LGBT é assassinada todo o tempo. De maneiras diferentes, de todos os lados. Outra verdade é que pode ser que o sangue esteja em suas mãos também. 

O que aconteceu na boate Pulse, em Orlando, não foi um ato terrorista, muito menos feito por um monstro. Foi um homem. Nascido e criado pelo patriarcado e suas raízes que, apesar de apresentarem sinais de ruína nos últimos tempos, ainda são muito presentes em nossa realidade. O fundamentalismo religioso, de fato, é um ato de terror. Mas não é somente um ato de terror. 

Não utilizaremos, pelo menos aqui, de eufemismos para mascarar o que grande parte das pessoas não quer ouvir. Ainda que a surdez seletiva esteja instaurada nas bases da sociedade, a gente grita. Juntos. Como um só. 

Não é terror. 

Não é só terror. 

Quantas vezes você, aos treze anos de idade, conversou com algum Deus pedindo pra ele te fazer diferente? Quantas vezes você ignorou diversos sinais porque sabia que seria difícil demais? Quantas vezes te olharam diferente por você segurar a mão de alguém em público ou te disseram que você deveria “pensar nas crianças que estavam ali”? 

Quantas vezes? 

Quantas vezes você disse que ela deveria colocar um vestidinho ou que ele deveria não ser tão afeminado? Quantas vezes você não deixou seu filho dançar uma música porque aquilo “é coisa de menina”? Quantas vezes você disse que “não tem preconceito e até tem amigos que são, mas...”? Quantas vezes? Quantas vezes hoje (e só hoje) o sangue dessas pessoas, de nossas pessoas, esteve indiretamente em suas mãos? 

E nós? Só continuamos a morrer enquanto uma espiral de ignorância e desrespeito paira como uma nuvem negra sob nossas cabeças. Mas não morreremos em silêncio. 

Vocês ainda vão ouvir.


Desde o ocorrido no Rio de Janeiro (não acho que seja necessário entrar em detalhes), a cultura do estupro veio à tona. Não para nós: falamos disso há muito tempo em coletivos e em espaços sociais, acadêmicos, dentre outros. Mas agora é a hora do país inteiro falar sobre isso ou, ao menos, sentir um pouquinho de incômodo sendo obrigado a ver todo mundo falar sobre isso. Acontece que a expressão "cultura do estupro" (surgida em meados da década de 70, não ontem, como alguns parecem pensar), ao contrário do que Felicianos dizem por aí, existe em larga escala na realidade brasileira, e os dados não nos deixam mentir: segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 78% dos brasileiros acham que o que acontece entre um casal, em casa, não interessa aos outros; 63% pensam que casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família. Nada de novo sob o front, já que ainda existem juristas que acreditam no chamado "débito conjugal", entendido como o dever mútuo de satisfação sexual adquirido com o instituto do matrimônio: acredite, por mais que essa ideia a mim soe medieval — o que, de fato, é —, já ouvi de professores e colegas que fazer sexo com a esposa sem seu total consentimento não é algo errado. 

Ademais, ainda segundo o IPEA, 59% dos brasileiros concordam que existem mulheres para casar e mulheres para a cama; 58% acreditam que, se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros. Parece-me claro que vivemos numa cultura do estupro, em que existe uma naturalização da violência sexual, sendo que esta se faz presente em todos os lugares, desde a escolinha de infância (com frases como: "Ele te maltrata porque gosta de você" e "Se ela está te ignorando é porque certamente quer te dar um beijo") até as novelas dos horários nobres. Vivemos numa cultura do estupro pois as mulheres (maiores vítimas, em estatística, de violência sexual; contudo, não somente elas são as vítimas, visto que existem, sim, diversos casos de estupro masculino) são ensinadas a se comportar de forma a não serem estupradas, enquanto homens não são ensinados a NÃO estuprar — o que é certo e deveria ser o óbvio.

Contudo, continua não causando espanto, ao menos a mim, que existam Felicianos e, com eles, tantas Marias, Carlas, Eduardas, Marianas, etc., afirmando categoricamente que a cultura do estupro não existe e não passa de mimimi feminista. Sobre isso, Pierre Bourdieu, sociólogo francês, falou, brilhantemente, em 1998: 

"O efeito da dominação simbólica (seja ela de etnia, de gênero, de cultura, de língua etc.) se exerce não na lógica pura das consciências cognoscentes, mas através dos esquemas de percepção, de avaliação e de ação que são constitutivos dos habitus e que fundamentam, aquém das decisões da consciência e dos controles da vontade, uma relação de conhecimento profundamente obscura a ela mesma. Assim, a lógica paradoxal da dominação masculina e da submissão feminina, que se pode dizer ser, ao mesmo tempo e sem contradição, espontânea e extorquida, só pode ser compreendida se nos mantivermos atentos aos efeitos duradouros que a ordem social exerce sobre as mulheres (e os homens), ou seja, às disposições espontaneamente harmonizadas com essa ordem que as impõe."
(A Dominação Masculina, edição de 2014, p. 59; grifos meus)

Pois bem. Com todas essas breves (ou nem tanto assim) ponderações em mente, passemos aos seriados que amamos. Há algum tempo, a ideia do estupro como algo que molda toda a construção das personagens tem aparecido em diversos seriados, entre eles House of Cards, Scandal, The Americans, Game of Thrones, Jessica Jones e Downtown Abbey. Enquanto alguns são partidários da corrente não-deveríamos-ter-estupros-em-seriados, eu tenho uma visão um tanto quanto diversa. Estupros em seriados são necessários, pois existem estupros a cada minuto no mundo inteiro. Existem estupros do lado da minha casa. Existem estupros nos bastidores do mundo das celebridades. Existem estupros em países cuja pobreza não pode ser mensurada em valores. Existem estupros. Ponto final. Ignorar tal realidade seria criar um mundo paralelo, o que pode ser bom, mas claramente nem sempre é a proposta dos seriados que listei.


Sim, de fato, alguns desses programas poderiam abordar a coisa de outra maneira. Pegue Game of Thrones, por exemplo: Sansa Stark foi forçada a se casar com Ramsay Bolton e teve sua virgindade (conceito que, creio eu, ainda discutimos muito pouco, mas isso é papo pra outro dia) brutalmente arrancada em uma cena muito explícita, que nos fez odiar ainda mais Ramsay e, ao mesmo tempo, ter uma visão mais humanizada de Theon Greyjoy, enquanto este chorava ao observar sua irmã semi-adotiva naquela condição. A cena poderia ter sido explorada de outra forma. A situação toda, aliás, poderia ter sido abordada de outra maneira. Ainda assim, devemos manter em mente que os seriados que amamos muito raramente são escritos ou dirigidos por mulheres. Assim sendo, são controlados majoritariamente por homens e, sim: em muitas das vezes, os estupros ocorrem justamente para humanizar algum homem ou trazer à tona a discussão de que nem todos são monstros, muitos são somente homens pais de alguém, irmãos de outrem, filhos, sobrinhos, tios, professores e tantos outros papéis sociais e afetivos, o que obviamente não justifica nada, mas torna a discussão mais densa.


Enquanto em Game of Thrones, vimos uma cena gráfica e talvez muito explícita, em Scandal e House of Cards, a cena não ocorre em tempo real, mas é trazida de volta em algum flashback. Particularmente nestes dois seriados, lidamos com mulheres fortes, com uma vida completamente construída após o episódio que, só então, após muito tempo, percebemos que deu o tom de todos os dias seguintes. Mellie Grant, em Scandal, é a esposa do presidente dos Estados Unidos, e — para não dar maiores spoilers —, vive a vida num jogo de poder que envolve a ela, seus filhos e todos a seu redor. Em um dos raros momentos de fraqueza, aprendemos a verdade sobre ela e seu passado assombroso. Este cenário, aliás, não diverge da realidade de Claire Underwood, em House of Cards, que só nos apresenta seu estupro quando encontra com outra vítima do mesmo estuprador e, inclusive, utiliza-se do episódio para fins políticos. Mellie e Claire são vítimas, mas nos mostram que não são somente isso. É possível seguir em frente e tocar o barco, apesar dos tropeços e da enorme dor que carregam — e provavelmente sempre carregarão. É possível viver apesar de. Importante frisar que Mellie Grant foi criada por Shonda Rhimes, o que torna visível a mudança de perspectiva quando a história é escrita por uma mulher: as vítimas são sobreviventes e seguem em frente; não há foco no homem, há foco na persistência feminina e na capacidade de regeneração, o que humaniza ainda mais a mulher, dando-lhe espaço para sentir e viver nos maiores moldes da condição humana, não deixando-a eternamente na condição de vítima nem fazendo com que ela ignore completamente o episódio e siga como se nada tivesse acontecido — o que já vimos ocorrer, aliás, novamente em Game of Thrones, mas com Cersei Lannister.

Este cenário humanizador, que pinta a mulher traumatizada, mas que segue em frente, também é encontrado quando assistimos Jessica Jones. Aqui, novamente, a cena dos estupros (pois, sim, são vários) não são gráficas, nem por isso machucam menos. Não é necessário que vejamos Jessica sendo estuprada, uma vez que lidamos, em absolutamente todos os episódios, com as marcas que tais ocorridos geraram nela. Jessica é uma super-heroína humana demasiadamente humana, que passa a ficar com medo de tudo — e, ainda assim, é forçada por si mesma a esconder o medo que sente. Toda a construção da personagem se dá em cima do estupro e da violência psicológica, sim, mas lidamos com o que resta dela e como ela busca se reconstruir, apesar da enorme dificuldade evidente. 


Não posso falar de todos os seriados que citei, já que ainda não assisti a todos eles, mas o objetivo do post é provocar a discussão. Válido ressaltar, porém, que o contexto social de Game of Thrones é diverso, e seria injusto fingir que não, uma vez que cenas gráficas de estupro não são novidade em contextos antigos — pegue, por exemplo, o filme A Outra, de 2008, em que Ana Bolena (vivida por Natalie Portman) é estuprada pelo rei Henrique VIII (Eric Bana) e a gente vê tudo acontecer em detalhes que podem ser assustadores. Aliás, ainda neste filme, o estupro aparece como uma punição e, se não formos espertos, podemos nos pegar culpabilizando Ana Bolena e dando razão ao rei. Porque esse é, justamente, um dos efeitos colaterais da cultura do estupro: estamos, todos, tão submersos nela, que por vezes nós mesmos, que nos colocamos em pedestais desconstruídos, podemos nos ver na posição opressora, culpabilizadora, ignorando completamente a posição da vítima.

Em se tratando de cultura, por todos os lados vemos exemplos. Em todas as partes encontramos vítimas e agressores. Portanto, meu objetivo aqui é tão somente provocar uma discussão. Talvez seja hora de prestarmos mais atenção aos seriados que amamos, buscando observar de que maneira estes lidam com as vítimas e os agressores num episódio de estupro. A que serve tal estupro? A cena é válida ou poderia ser evitada? Este episódio tem alguma finalidade na construção dos personagens ou busca tão somente o aumento da audiência? Conhecemos estes personagens, a história por trás deles, ou são personagens sem rosto, sem enredo, cuja principal função é ser vítima ou agressor num estupro? Este episódio desconstrói a cultura do estupro ou coloca-a em jogo sem o mínimo de responsabilidade social? 

Sem cultura, não há povo. E, sem povo, não há cultura. Somos os principais responsáveis por mudar a cultura. Passemos, pois, a ter um olhar crítico e a, cada vez mais, falar sobre as coisas que estão erradas por aí, por aqui, em Game of Thrones ou Scandal. Em todos os lugares.


PARA SABER MAIS SOBRE O TEMA:

  • O silêncio que ecoa: a cultura do estupro no Brasil, post do Lugar de Mulher;
  • Como silenciamos o estupro, reportagem bem completa da Superinteressante, da qual, inclusive, retirei os dados do IPEA mencionados no texto;
  • Aqui está a carta comovente que a vítima de Stanford leu em voz alta para seu agressor, link com todos os avisos de gatilho ativados, por ser muito forte; ainda assim, é de uma leitura extremamente necessária;
  • A soberania patriarcal: o sistema de justiça criminal no tratamento da violência sexual contra a mulher, artigo da professora Vera Regina Pereira de Andrade, que oferece ensinamentos importantíssimos sobre como o sistema de justiça criminal não é o melhor meio de lidar com crimes de estupro;
Alguns links especificamente sobre o tema, que foram essenciais na escrita deste. Contudo, todos eles estão em inglês:

  • Rape on TV — more than just a plot twist;
  • 5 TV shows and movies that prove rape storylines don't always have to be terrible;
  • On Jessica Jones, rape doesn’t need to be seen to be devastating;
  • The truth about TV’s rape obsession: How we struggle with the broken myths of masculinity, on screen and off;
  • What ‘American Crime’ Can Teach A Show Like ‘Game Of Thrones’;
  • There’s a Reason There’s So Much Rape on Your Favorite TV Shows.
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